Lixo hospitalar: para onde vai? O que é feito dele?


Belfort Ambiental abre portas ao poder público em tour guiado pelas instalações

Seringas, gazes com sangue, luvas... Já parou para pensar no que é feito com tudo isso?

Já é sabido que o descarte seletivo é muito importante para o meio ambiente, sendo necessário separar plásticos, papéis, vidros e lixos orgânicos. E os resíduos hospitalares? Não só medicamentos, mas pouca gente sabe qual é o destino de materiais que são usados diariamente em clínicas, hospitais, enfermarias e até estúdios de tatuagem. De acordo com Edilene Costa, engenheira ambiental da empresa Belfort Ambiental, o descarte e o tratamento específicos deste tipo de resíduo são de suma importância. Quando não manejados de forma adequada, resíduos contaminados com sangue ou patógenos, seringas e outros materiais plásticos, além de uma grande variedade de substancias tóxicas, podem produzir poluição e doenças. Isto coloca em risco a população e o meio ambiente”, explica.

Não existindo maneiras de reutilização ou reciclagem destes materiais, o destino deles é o tratamento, como prevê a legislação do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Este trabalho, que é feito pela Belfort, tem de cumprir as regras estabelecidas pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Anvisa. “Primeiro, os materiais são incinerados a uma temperatura que inicia a 800° e vai até 1200°. Depois, ocorre o tratamento do gás nos filtros de manga. Desta forma, quando ele entra em contato com o ar, não traz riscos nem à saúde, nem ao meio ambiente”, diz. De acordo com a profissional, o descarte indevido e a falta de tratamento podem trazer sérios impactos ambientais.

Por que tratar?

Estes tipos de materiais, se infectados e em contato com o solo e a água, podem trazer riscos de contaminação. Isso pode prejudicar o lençol freático, a qualidade da água, a vegetação, entre outros. Sem contar que, se não tratados, podem até ocasionar uma contaminação em larga escala, de todos aqueles que entrarem em contato com a água ou o solo. “Por isso o serviço de tratamento que fazemos é essencial”, conta Edilene.

Sem contar com a preocupação dos perfurocortantes, que se jogados de forma inadequada em aterros sanitários comuns, podem machucar e infectar quem está em contato direto com o lixo, como catadores e até animais que rondam os locais.

Como fazer o descarte?

Para evitar que substancias tóxicas sejam liberadas no meio ambiente, o lixo hospitalar deve ser separado dentro dos hospitais e clínicas e transportados em recipientes apropriados, de acordo com as características de cada grupo. “A Belfort Ambiental gerencia cada etapa do processo de forma responsável e segura, evitando qualquer risco”, conta a engenheira.

Já em casa, com medicamentos, materiais inflamáveis ou possíveis agentes químicos, o descarte também deve ser especial. Para remédios inutilizados ou vencidos, por exemplo, existem diversos pontos de coleta. Estes, geralmente são encontrados em farmácias e supermercados. Cada um pode fazer sua parte!

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